Francisco José do Nascimento, um líder contra a escravidão.

20/11/2010

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Herói do Ceará que conduziu o movimento que fez a paralisação do porto de Fortaleza em 1884 que impediu aos Dominadores, de exportarem Escravos do Ceara para o Sul do Brasil. E, com o Movimento vitorioso, Paralisando todo o porto, tiveram de lhes conceder a Liberdade, e no Ceará é Proclamado o fim da Escravidão, quatro anos antes do fim da escravidão no Brasil, que foi em 1888 e, que um ano depois chegou ao fim do Império. A Ação do Herói Dragão do Mar do Ceará desencadeou um movimento que mudou o Brasil, com o fim da escravidão e o Nascimento da República. Francisco José do Nascimento, Dragão do Mar do Ceará.


Francisco José do Nascimento, Dragão do Mar ou Chico da Matilde, foi o líder dos jangadeiros nas lutas abolicionistas. Ele nasceu no dia 15 de abril de 1839, há 160 anos, em Canoa Quebrada, Aracati. Francisco José do Nascimento Dragão do Mar - (1839-1914) Canoa Quebrada... Chico da Matilde, como era conhecido e seus companheiros impediram o comercio de escravos nas praias do Ceará. O avo antecipara a sina: fora engolido pelo mar em sua jangada. Já o pai de Francisco José do Nascimento morrera no oceano dos seringais amazônicos. Sua mãe, Matilde Maria da Conceição, o criará em meio a muitas dificuldades. Assim, Chico da Matilde, se viu, desde cedo, envolvido no cotidiano do litoral. Foi garoto de recados, em veleiro chamado de Tubarão. Com 20 anos de idade o Chico aprendeu a ler, enquanto embarcava em um navio que comercializava entre o estado do Ceará e estado do Maranhão. Nesse tempo, o motim de escravos do barco Laura Segunda, arrasando a tripulação, e seguindo pelo enforcamento de seus responsáveis, provocaria a indignação do mulato. O genocídio acontecera na Praça dos Mártires, atual Passeio Publico e se acrescentava a uma serie de barbaridades cotidianas, cometidas contra os de sua etnia, muitos deles também jangadeiros. Preconceito também constatado quando veio residir em Fortaleza. O revolucionário de Canoa Quebrada participa do fechamento do Porto de Fortaleza, impedindo o embarque de escravos para salvaguarda-los. Em vigília, localizava alguma embarcação que entrasse no Porto do Mucuripe e conduzia sua jangada ate ela para comunicar o rompimento do trafego negreiro no Estado. A história registrou seu brado literário. "Não há força bruta neste mundo que faça reabrir o Porto ao trafico negreiro. E, sob sua liderança, os jangadeiros cearenses abriram as velas de suas embarcações, na recepção de José do Patrocínio, em 1882" Não foi à toa, que ele estava na sessão da Assembléia, em 24 de maio de 1883, quando Fortaleza libertou seus escravos. Em 25 de março de 1884, acontece a libertação de todos os escravos da província. O que não concluiu suas lutas. Em 1889, reassume o cargo de pratico, por ordem do imperador, tornando-se Major Ajudante de Ordens do Secretario Geral do Comendo Superior da Guarda Nacional do Estado do Ceará, no ano seguinte. Entretanto, o desprezo foi pouco a pouco se tornando uma realidade entre os seus antigos parceiros abolicionistas, possivelmente, por conta de antagonias latentes entre seus antigos companheiros. O que não o impede de casar-se com a sobrinha de João Brígido, Ernesta Brígido, em 1902. defendia a participação da mulher na sociedade cearense, que insistia em dar mostras de conservar intacto o seu racismo. Dois anos depois, revolta-se contra a indicação, por sorteio, de chefes de família para a prestação de serviços militares, quando apenas os negros haviam sido Sorteados. Seu poder de liderança volta a ser constatado: promove uma greve dos trabalhadores de embarcações, mesmo sob as ameaças do governador Pedro Borges. Um morto e mais de 90 feridos cobram justiça em frente ao Palácio da Luz. O governador manda dispensar a canalha, mas a imponência do Dragão do Mar é mais convincente, marcando seu ultimo ato de bravura, antes de falecer, cinco anos depois, em seis de março de 1914.


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